• Marcio Kroehn

Por que não ler um livro



Dia 23 de abril comemora-se o #diamundialdolivro. Ninguém discute que esse é um dos mais encantadores mergulhos no mundo da imaginação. É quando você se desprende de toda a realidade e vai construindo o universo formada pela sequência de palavras. Um bom contador de histórias – ou #storyteller, como se diz atualmente – é capaz de encantar. O que fez J.K.Rowling, em “Harry Potter”; Fiódor Dostoiévski, em “Crime e Castigo”; Ernest Hemingway, em “Paris é uma Festa”; Gabriel Garcia Marquez, em “Notícias de um Sequestro”; Graciliano Ramos, em “Memórias do Cárcere”; ou Agatha Christie, em “Assassinato no Expresso Oriente”?


Esses foram alguns livros que vieram rapidamente à minha mente por ter alguma cena marcante. Você leu alguma dessas obras? Certamente o que foi especial para mim, seja uma imagem ou uma personalidade, pode ser diferente para você. É essa mágica provocada pela união das palavras com as nossas emoções que faz do #livro algo tão incrível.

Mas neste Dia Mundial do Livro temos um problema nacional: o brasileiro lê pouco. Em média, estamos consumindo cerca de 2,4 livros por ano, de acordo com a última pesquisa do Instituto Pró-Livro. No ranking mundial sobre o comportamento de leitura, o Brasil ocupava a 43ª posição entre 61 países – entre os 10 primeiros países aparecem Finlândia, Estados Unidos e Alemanha, para ficar em apenas três exemplos.


A principal desculpa do brasileiro para não #lerumlivro é a clássica falta de tempo. Mas estudos têm mostrado que palavras de ordem são mais prejudiciais para a leitura do que qualquer outro motivo. Ninguém quer se obrigado a fazer alguma coisa. Exigir que alguém leia um livro causa bloqueio, assim como aumenta o medo por não conseguir terminar um livro. O escudo formado é aquele de não ser julgado por uma coisa ou outra.

Mas alguém determinou que é preciso gastar 1 hora por dia lendo? Ninguém. Começar com poucos minutos é uma excelente maneira de adquirir um hábito. Existe algum problema em começar um livro e não terminar? Nenhum. A obra pode ser ruim ou você não está, naquele momento, na mesma sintonia da história.


Como autor de três livros (Onde o esporte se reinventa, Por que não desisto e Qual é o seu desafio?), mais do que uma exigência, o título deste texto é uma provocação –técnica usada no meu primeiro livro publicado. Por que não ler um livro? Agora, hoje ou daqui a pouco, não importa. Apenas comece e entregue-se a cada uma das palavras que ali está. E aproveite que muitas livrarias estão com descontos excelentes nesta data comemorativa.

Se nenhuma das palavras acima teve a capacidade de convencê-lo, a minha #dica para você mergulhar neste fantástico mundo do conhecimento é #escrever um livro. Todos temos algo especial que vivemos, sentimos e que gostaríamos de tirar da mente e colocar no papel. Pode ser #ficção ou #nãoficção. Ninguém precisa ser um #bestseller nem se debruçar sobre centenas de páginas. Algumas poucas bastam para exercitar a escrita. Tem algo mais especial do que ficar frente a frente com a nossa própria #história? Tenho certeza que isso vai, naturalmente, fazer com que você se identifique com alguma grande obra – além de aumentar o seu interesse em saber como aquele autor conseguiu forjar aquele incrível universo.


(Texto publicado originalmente no LinkedIn)

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