• Marcio Kroehn

Por que Ayrton Senna parece imortal?

Atualizado: 5 de Ago de 2019


O mais impressionante nesses 25 anos da morte de #ayrtonsenna é a ligação que as gerações mais novas criaram com o piloto brasileiro. Convivo com muitos jovens nascidos nos anos 1990 que demonstraram tristeza com a data fatídica. Um deles disse, espantado: “mas já faz 25 anos que o Senna morreu?!” Em 94, ele tinha apenas dois anos e não guardou na memória a cena angustiante de ver o socorro na pista de Ímola; o anúncio seco, com aparente nó na garganta, do jornalista Roberto Cabrini, na Rede Globo; e a comoção no Brasil pela perda trágica do ídolo.


O que faz a imagem de Senna se renovar depois de tanto tempo num País de memória tão curta? Certamente não são os #números. Outros pilotos ultrapassaram os recordes deixados pelo brasileiro – alguns demonstrando imensa reverência, como Michael Schumacher, que chorou ao igualar a marca de vitórias de Senna, em 2006.

Há alguns dias, o jornalista Sérgio Quintanilha, criador da revista Racing e um dos mais respeitados do setor, com passagem por todas as principais redações de carros do País, fez um exercício interessante para encontrar uma métrica de comparação entre Senna e seus concorrentes. No blog República do Automóvel, Quintanilha definiu os primeiros 161 GPs disputados como a linha de corte. Por um critério de pontuação estabelecido por ele, Senna é maior que Lewis Hamilton, Sebastian Vettel, Alain Prost entre outros campeões. Mas fica atrás do heptacampeão Schumacher. Mas os números são apenas um recorte.


Seria a #marca Senna construída pela família a responsável por essa renovação? Sem dúvida nenhuma esse é um trabalho que merece ser estudado, pelos cuidados que foram empregados para não permitir uma banalização tanto do nome do piloto como do S estilizado. Os produtos são escolhidos a dedo para serem exclusivos e almejados por aqueles que admiram o piloto. Em meio a isso tudo, #sennaday, que acontece neste 1º de maio no autódromo de Interlagos, serve justamente para renovar esse laço de afeto. Sem falar no excelente projeto de educação do Instituto Ayrton Senna (IAS), que já provocou um impacto em mais de 26 milhões de estudantes, um sucesso maior do que qualquer ação dos ministérios da Educação no mesmo período. Além das doações, o IAS recebe parte dos resultados de um cartão de crédito, que acabou de ser reestilizado pela Itaucard e está sendo relançado.


O que mais me impressiona na história de Senna são os #valores que ele conseguiu deixar como legado. Esses, para mim, são os responsáveis por essa incrível renovação. É quase uma aproximação da imortalidade. Os resultados na pista eram um reflexo da #dedicação aos treinos e da busca pelo #aperfeiçoamento técnico, físico e psicológico. Quanto melhor ele estivesse, mais fácil alcançar as #conquistas.


Senna é o melhor porque se adaptava às condições adversas para atingir o seu objetivo. Era o mais rápidos em uma volta porque se #concentrava em atingir o máximo naquele espaço de tempo. Pilotava mais que todos na chuva porque treinou para aprender como chegar ao extremo. Sim, muitas vezes ele tinha o melhor material, mas que ele ajudava a desenvolver com a troca de conhecimentos. E nem por isso relaxava. A vitória no GP do Brasil de 1991, com apenas duas marchas (a 2a. e a 6a.), refletem toda a sua #resiliência. Ali, 99% dos mortais desistiriam pelo esforço sobre-humano de continuar na pista. Havia todas as desculpas para isso. Senna escolheu ensinar que os limites estão dentro de nós. É só colocar em prática.

2 visualizações0 comentário
  • Instagram Social Icon
  • Twitter Social Icon
  • LinkedIn Social Icon
  • YouTube ícone social
  • Facebook Social Icon

©2016 Márcio Kroehn. Criado por Wix.com e desenvolvido por Tiago Galvão Designer