• Marcio Kroehn

Goleiros: frases marcantes sobre o número 1 do futebol

Atualizado: 4 de Out de 2019


O goleiro espanhol David de Gea, #1 do Machester United

“Humildade não é para grandes jogadores, muito menos para goleiros. Se um goleiro começa a assumir as culpas por todos os gols, seu caminho é curto”, do cineasta Ugo Giorgetti, criador dos filmes “Boleiros - Era uma vez o futebol” e "Boleiros 2 - Vencedores e vencidos", em O Estado de São Paulo, em 19/03/2017.


"É bonito observar o salto acrobático de um goleiro para fazer a chamada ponte. A torcida e os companheiros aplaudem e os narradores soltam um grito de “espalma” que parece não acabar nunca", do jornalista Humberto Luiz Peron, no Globoesporte.com, em 14/09/2017.


"O goleiro tem que ser corajoso e ter uma tomada de decisão correta. Goleiro doido demais faz bobagem o tempo todo e faz o que não deve. Uma hora se dá mal. Prefiro orientar meus goleiros a terem uma posição mais conservadora", diz Roberto Barbosa dos Santos, o Robertinho, treinador de goleiros do Cruzeiro, em entrevista ao Hoje em Dia, em 10/11/2018. 

"Nunca gostei de ser espalhafatoso. Tanto que gosto muito do Taffarel, que se posicionava muito bem. Muito seguro em defesas difíceis, que exigiam o simples. Procuro ser o mais simples possível, dentro da minha característica. Acabo usando o gesto mais próximo do futsal", diz Felipe Alves, goleiro com passagens por Fortaleza, Athlético Paranaense, Osasco Audax entre outros clubes.


"Goleiro bom não é aquele que nunca cai, mas sim aquele que sempre levanta", de um autor desconhecido e reproduzido muitas vezes.


"Há goleiros que tomam um gol em clube grande e não conseguem manter. Não vou citar nomes, acho que fica até deselegante. Mas acontece. Em time pequeno, faz um excelente campeonato porque leva chute toda hora. Faz milagres e perde por 1 a 0. Não sai como culpado. Em clube grande é diferente, se você pega duas, três bolas e o time não toma gol, você sai como herói. É outra responsabilidade", diz Zetti, na reportagem especial "Honre tuas calças", do Uol, sobre a diferença do goleiro que joga em time grande e time pequeno.


"Um goleiro completo é aquele que passa a sensação de que a maioria das defesas que ele faz são tranquilas, mesmo as finalizações mais complicadas", do jornalista Humberto Luiz Peron, no Globoesporte.com, em 14/09/2017.


“Não existe craque sem excepcional técnica. O talento é a síntese da habilidade, da criatividade, da técnica e das virtudes físicas e emocionais. A habilidade, a criatividade e a técnica começam a ser formadas na infância e são aprimoradas durante a adolescência e as categorias de base. Porém, a técnica, para se desenvolver, depende muito mais de orientação e de treinamentos. Os gênios também treinam muito”, de Tostão, na Folha de S. Paulo, em 29/09/2019.


“Todos os nossos goleiros altos, mesmo os mitológicos, os eternos Marcos e Rogério Ceni, falharam e falharam feio. Lembro de Dida, considerado pelos corintianos como milagroso, enorme em estatura e moral, que, uma vez no Milan, começou muito bem para terminar bem mal, ridicularizado pela torcida italiana, com toda a sua envergadura e dimensões. É impossível não falhar nessa profissão, mas eles tinham altura de goleiro, cara de goleiro, jeito de goleiro”, do cineasta Ugo Giorgetti, criador dos filmes “Boleiros - Era uma vez o futebol” e "Boleiros 2 - Vencedores e vencidos", em O Estado de São Paulo, 13/05/2012.


"Na minha opinião, o Rogério Ceni é um dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro. Do São Paulo, acho que é o maior atleta. Mas eu tenho a minha história, também (risos). Se eu ficasse mais tempo no São Paulo, com certeza estaria junto com ele aí. O Rogério representa muito, muito mesmo no cenário do esporte. É uma figura que lutou muito pelas cores do São Paulo. Acho que isso é muito legal", diz Zetti, na reportagem especial "Honre tuas calças", do Uol, sobre a comparação entre ele e o Mito do Tricolor Paulista.


"No passado era proibido atrasar a bola para o goleiro. Era para o zagueiro dar o chutão. Hoje, o goleiro é o 12º jogador e é melhor treinado. Não só defende, como consegue colocar o time para jogar, tendo uma boa leitura de jogo", diz Roberto Barbosa dos Santos, o Robertinho, treinador de goleiros do Cruzeiro, em entrevista ao Hoje em Dia, em 10/11/2018. 


"Neuer estabeleceu essa mudança na Copa de 2014, mas é errado falar que os goleiros de agora é que começaram a jogar com os pés. Começou comigo, Zé Carlos e Taffarel, depois Rogério Ceni. Sem falar no Jorge Campos, o mexicano das camisas coloridas, que às vezes ia para a linha", diz Zetti, na reportagem especial "Honre tuas calças", do Uol, sobre o uso dos pés pelos goleiros.


"Eu só entendo o goleiro quando é completo. Sou treinador e canso de avisar aos meus goleiros que, atualmente, você precisa ser o goleiro que pega a bola, comanda a sua defesa, que se torna um instrumento de precisão e não pode falhar tanto. A possibilidade de falha de um centroavante pode ser 50%, a de um goleiro tem que ser 1%. Os dois são diferenciados. Atrás do centroavante, tem um monte de coisa. Atrás do goleiro tem somente a rede, não pode falhar. Você precisa ter consciência de tudo e não se perder no meio do caminho. Esse goleiro que falo é quase uma utopia, todo dia, tem que se reciclar", diz Emerson Leão, em entrevista ao Ludopédio, em 03/05/2018, pelos 40 anos da Copa do Mundo de 1978..


"Não lembro se foi em 1991 ou em 1992. Fomos jogar com o São Paulo em uma cidade do interior, que nem quero falar qual foi, em respeito. Jogamos no sábado, mas o estádio tinha recebido um rodeio na quinta-feira. Naquela época, valia tudo. O gramado estava seco e cheio de buracos. Quando me joguei para defender, ralei a perna. Parecia que tinha sofrido um acidente de moto. E os dejetos, a urina dos animais que devia ter ali, causaram uma infecção", diz Zetti, na reportagem especial "Honre tuas calças", do Uol, sobre sua escolha de usar calça, algo que se tornou sua marca registrada. "Acontece que me adaptei. Aí veio a Libertadores, jogos sempre no frio e adotei de vez. Desenvolveram um material diferente, para não acumular o suor, e eu me senti muito mais seguro. Foi algo que começou com o (Thomas) Nkono, na Copa de 1990, mas é uma marca que ficou na minha carreira. E acho que a gente tem de cultivar o goleiro de calça (risos)."


"O Neuer é um goleiro muito espalhafatoso, que aos meus olhos não é o melhor do mundo. Não sou maluco de dizer que não é um excelente goleiro, mas eu vejo outros melhores que ele. Para mim, o número 1 é o Oblak, do Atlético de Madrid. Cito também Buffon, Van der Sar e Peter Cech como exemplos de ótimos goleiros. No Brasil, como não posso puxar sardinha para o lado do Fábio, vejo como o melhor de todos os tempos o Rogério Ceni, o mais completo. Dida também está entre os meus preferidos", diz Roberto Barbosa dos Santos, o Robertinho, treinador de goleiros do Cruzeiro, em entrevista ao Hoje em Dia, em 10/11/2018.


"Vi no goleiro uma coisa diferenciada, uma individualidade. Percebi que o goleiro podia fazer sucesso e ser notado, pois fazia tudo ao contrário do que todo mundo pensava. Você vai ao estádio ver o êxtase do gol. Eu iria trabalhar contra esse êxtase. Todo mundo usava a mesma cor de camisa, o goleiro usava uma diferente. Aquilo me fascinou", diz Emerson Leão, em entrevista ao Ludopédio, em 03/05/2018, pelos 40 anos da Copa do Mundo de 1978. "Sou uma pessoa assim: elástica, arrojada, agressiva e de personalidade. Percebi que, a fim de conduzir aquilo, você precisava ter brilho próprio. Despertei este meu outro lado sozinho." 



"Foi um pouquinho de timing, de poder de reação. A primeira bola eu soltei, depois de um chute muito próximo, e já me preparei para o rebote. Veio o terceiro chute, e também dei rebote. Era o que dava pela distância. Aí veio a última, que eu agarrei de forma mais segura. O Gilmar, zagueiro, veio me abraçando e quase colocou a mão na bola. Aquele foi um dos maiores jogos em termos de movimentação. Foi inesquecível", diz Zetti, na reportagem especial "Honre tuas calças", do Uol, sobre sua escolha de usar calça, algo que se tornou sua marca registrada.



"Foi o último jogo antes Copa do Mundo. Eu tinha a expectativa da convocação e sempre trabalhei no limite, principalmente em jogos decisivos. Até minha preparação era diferente. O Telê poupou titulares e o Palmeiras veio com tudo. Eu batia um tiro de meta, a bola voltava. Parecia que tava ventando contra o meu gol. E foi um jogo histórico para mim, com quase dez defesas muito complicadas", diz Zetti, na reportagem especial "Honre tuas calças", do Uol, sobre sua escolha de usar calça, algo que se tornou sua marca registrada.


“O goleiro deve conhecer o que acontece ao seu redor (companheiros, bola, adversário, condição do tempo e do campo etc.) a fim de decidir a melhor solução e executar o gesto motor com êxito”, de Luiz Carlos Laudiosa, treinador de goleiros, em “A culpa é do goleiro!”, na Universidade do Futebol, em 04/03/2017.


“Desenvolver a inteligência de jogo, saber lê-lo, ter boa comunicação na organização da equipe e fazer sua função tática são extremamente importantes para o goleiro nos dias atuais, além, é claro, de proteger a meta, sob o iminente risco do erro, que fatalmente resulta em gol adversário”, de Luiz Carlos Laudiosa, treinador de goleiros, em “A culpa é do goleiro!”, na Universidade do Futebol, em 04/03/2017.

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