As mãos dos empreendedores

Por Márcio Kroehn*,

Editor

 

Quando eu era goleiro, a frase que eu mais escutava era “onde o arqueiro pisa nem grama nasce”. Naquela época, as luvas mais cobiçadas eram as alemãs Reusch e Uhlsport. Mas o goleiro Zetti, tetracampeão mundial pela Seleção Brasileira, começou a usar calças para se proteger do péssimo estado dos gramados brasileiros e parece ter destruído a maldição criada pelo humorista carioca Don Rossé Cavaca. Só as luvas continuavam sem solução: as importadas eram melhores que as nacionais e com preços proibitivos para os amadores.

 

Troquei as defesas no gol pelas pontes no jornalismo, mas nunca deixei de acompanhar, admirar e observar a evolução nos equipamentos para o camisa 1. Para chegar até a Poker, foi um pulo. Era assistir aos jogos do Campeonato Brasileiro e observar que praticamente todos os goleiros calçavam luvas da marca brasileira. Em 2015, ano da comemoração de 30 anos da fundação da empresa, sete em cada 10 arqueiros usam produtos Poker. E não é um caso de modinha. Na épica campanha da conquista da Taça Libertadores pelo Atlético Mineiro, em 2013, Victor fez milagres de Poker. No centésimo gol do são paulino Rogério Ceni sobre o Corinthians, em 2011, o goleiro-artilheiro cerra os punhos e comemora seu recorde de Poker. Em 2006, o colorado Clemer teve a coragem de ser o primeiro atleta a apostar numa jovem marca profissional ao invés de se segurar numa concorrente do exterior. Ele recebeu um equipamento em busca de evolução, ajudou a transformar a Poker numa luva altamente qualificada e sua recompensa veio no Japão, com a conquista do título mundial pelo Internacional sobre o Barcelona.

 

A história recente da Poker é repleta de conquistas. Mas o que vai encantar o leitor, neste livro, é o passado da empresa. A dedicação e a persistência da família Cauduro são marcantes para qualquer pessoa que deseja empreender. E não só o exemplo dos empresários e autores Fredy e Rogério, a terceira geração dessa família italiana radicada no Rio Grande do Sul. O avô Hermenegildo, que criou uma fábrica de bolas de capotão, e o pai Elohy, um dos principais e mais importantes representantes do mercado brasileiros de materiais esportivos, mostram que as dificuldades não podem ser maiores que a força de vontade, a criatividade e o talento. Os Cauduro provam que uma boa aposta precisa contar com a sorte, desde que tenha muito suor e entrega no jogo dos negócios. Boa leitura!

 

* Aos 35 anos, o jornalista tem dois livros publicados: “Onde o Esporte Se Reinventa: histórias e bastidores dos 40 anos da revista Placar”, com Bruno Chiarioni (Primavera Editorial), e “Por Que Não Desisto – futebol, dinheiro e política”, com Juca Kfouri (Disal Editora).

Leia, abaixo, o texto de apresentação  que fiz para o livro dos irmãos Cauduro, criadores da marca esportiva Poker

Qual é o seu desafio? A marca esportiva Poker encarou as gigantes estrangeiras
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