"Os primeiros seis meses de 2017 são uma surpresa positiva"

June 28, 2017

O executivo português Miguel Setas, presidente da EDP Energias do Brasil, está há quase 10 anos no País. Nesse período, ele aprendeu que, diante da situação política e econômica brasileira, o melhor a fazer é ser cético. “Como uma empresa portuguesa, costumamos dizer que somos menos otimistas nos momentos de euforia e também menos pessimistas nos momentos de depressão”, afirma. Esse equilíbrio ajuda Setas a olhar para o longo prazo sem ser influenciado pelas turbulências do presente. No leilão de transmissão realizado no final de abril, a EDP, que faturou R$ 8,9 bilhões no País, no ano passado, foi uma das companhias mais agressivas e conquistou importantes lotes, que vão demandar R$ 3 bilhões em investimentos. A empresa, que também atua nas áreas de geração, distribuição, comercialização e soluções em energia, será uma das responsáveis pela reconstrução do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, em parceria com a Fundação Roberto Marinho e o Itaú Cultural. Com o olhar de um estrangeiro, Setas entendeu por que os executivos brasileiros são versáteis. “Eles passaram por tantas situações complexas na sua história que são os mais bem preparados para trabalhar em qualquer lugar do mundo”, diz o presidente da EDP. “Eu, de alguma maneira, tive o privilégio de viver isso nesses 10 anos. Sei que todos os dias vou ter um assunto complexo para resolver, mas sei que vai aparecer uma oportunidade nova de negócio.”

Dinheiro

Por Márcio KROEHN

"O problema não é o aumento salarial. É a produtividade"

April 26, 2017

A primeira vez que o executivo português Antonio Bernardo esteve no Brasil foi há cerca de 30 anos. Ele veio fazer uma análise do setor bancário, para compará-lo com os bancos americanos e europeus, e ficou impressionado. “Tecnologicamente, eles estavam dez anos à frente de todos os outros”, diz ele. “E eu entendi o por quê. Na Europa, debitar um cheque em 1989 levava uma semana; aqui, apenas três horas, pois a inflação era brutal. Isso deu foco para o curto prazo e isso demora tempos para desaparecer.” O presidente da consultoria Roland Berger no País utiliza esse exemplo para mostrar que um dos principais problemas nacionais é a falta de planejamento de longo prazo: deveria ser mais importante pensar no Brasil daqui a 30 anos do que no de amanhã. “Estruturar ou reestruturar uma economia de trilhões de dólares não se faz de um dia para o outro”, afirma Bernardo. “O Brasil não pode mais fazer concessões e benefícios porque isso distorce a economia.” Para acabar com esse pensamento imediatista, o executivo acredita no surgimento de uma nova classe dirigente para comandar o País e no aumento da produtividade, tanto do trabalho como do capital. Ele explica os motivos a seguir:

Dinheiro

Por Márcio KROEHN

“O risco de uma recessão em 2017 está posto”

January 18, 2017

Nilson Teixeira, economista-chefe do banco de investimentos Credit Suisse no Brasil, é um dos mais lúcidos analistas do País. Uma de suas principais características é fugir do efeito manada, aquele instinto de proteção que faz com que a maior parte de um grupo siga pelo mesmo caminho. Teixeira está, normalmente, do outro lado. Foi assim, por exemplo, quando apareceu como voz solitária alertando para a fragilidade das contas públicas no início do governo Dilma. A consequência era uma grave crise que se aproximava. Mesmo cercado de dados, foi criticado por ser pessimista. Mas o tempo (infelizmente) mostrou que ele estava certo. Numa das últimas ondas otimistas do mercado, as análises dele apontavam para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,5% em 2017, ante uma projeção média de 2%. Agora, após revisão dos números, o mercado cortou 1,5 ponto percentual da taxa de expansão do PIB, para 0,5% neste ano. E Teixeira derrubou sua expectativa para o nível do chão. “Esperamos um crescimento anual de zero”, diz ele, nesta rara entrevista, em que defende a volta da polêmica CPMF.

Dinheiro
Por Márcio KROEHN

“A corrupção e a farra fiscal são duas faces da mesma moeda”

January 11, 2017

O economista Gustavo Franco era o presidente do Banco Central quando a primeira edição da DINHEIRO foi entregue ao leitor, em setembro de 1997. Um dos formuladores do Plano Real, Franco permaneceu no setor público, entre o Ministério da Fazenda e o BC, de 1993 a 99. Nesse período, foi alvo do humor voraz dos cartunistas. Hoje, essas histórias estão espalhadas em sua casa e em seu escritório, no Rio de Janeiro. “Com tantas outras coisas para se irritar, as charges são um banho de bom humor”, diz ele, que é o responsável pela edição brasileira do livro A graça do dinheiro – as melhores charges da New Yorker sobre economia em 90 anos (Zahar). A partir de 2000, Franco criou a Rio Bravo Investimentos e passou a ser um crítico da política econômica. Nesta entrevista, ele volta no tempo para falar sobre a adoção do câmbio fixo, uma de suas mais criticadas decisões, analisa como a oposição se beneficiou dos avanços institucionais promovidos pelo governo Fernando Henrique Cardoso e lamenta os erros de gestão econômica cometidos a partir de 2009, que levaram o Brasil à pior recessão de sua história. “Tudo fazia crer que o País tinha convergido em torno de algumas ideias básicas de macroeconomia, que tinham acabado as eras da feitiçaria e do invencionismo. Mas resolvemos recuar, infelizmente”, diz ele.

 

Dinheiro

Por Márcio KROEHN

“Descuidar da dívida pública é condenar o país à volta da hiperinflação”

July 06, 2016

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que limita o aumento dos gastos públicos com base na inflação do ano anterior, é vital para o ajuste fiscal e o reequilíbrio das contas públicas. Até outubro, o governo de Michel Temer espera conseguir a aprovação no Congresso. Armando Castelar, coordenador de economia aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV), diz que três motivos ressaltam a importância da proposta: o menor crescimento real do gasto público abrirá espaço para reduzir as taxas de juros; o ajuste contínuo, mesmo que gradual, é mais eficaz para restabelecer a confiança; e a medida evita a armadilha de o Executivo ter de determinar qual gasto aumentar e qual cortar. “Agora, terá uma transparência maior sobre onde alocar recursos públicos”, diz ele. A proximidade dos 100 dias do novo governo mostrou que a economia vive de credibilidade, algo que andou em falta nos últimos anos. “A credibilidade da equipe econômica atual é maior, portanto isso impacta bastante nas expectativas, que acabam sendo fundamentais para onde a inflação, de fato, vai”, afirma Castelar.

Dinheiro

Por Márcio KROEHN

"A classe média precisa pagar mais para financiar os investimentos na água"

May 04, 2016

O engenheiro JERSON KELMAN, doutor em hidrologia pela universidade americana Colorado State, está diretamente ligado às crises mais recentes nos setores elétrico e hídrico do Brasil. Em 2001, um estudo realizado por ele para explicar as causas do apagão de energia elétrica foi considerado o mais completo relatório para determinar as falhas do sistema. Por esse motivo, seu trabalho ficou conhecido como "Relatório Kelman" e se tornou referência. No início do ano passado, no pico da mais grave seca em São Paulo, ele assumiu a presidência da Sabesp com a missão de evitar um colapso de água. Para ele, essa crise acabou. Questionado se havia encontrado o segredo da dança da chuva, Kelman responde: o que evitou o caos na cidade mais importante do País foi gestão e bom senso. “O dado mais relevante é que houve uma mudança de hábito da população, que é algo permanente”, diz ele. “Tinha dúvidas se isso aconteceria, porque no caso do setor elétrico a diminuição da demanda era atribuída a mudanças de lâmpadas. Aqui, o paulistano teve bom senso.” Apesar do elogio, o presidente da Sabesp rebate as críticas que a empresa recebe dos consumidores, que não estão dispostos a pagar a mais para receber um serviço igual ao prestado na Suíça ou em Londres.

 

Dinheiro

Por Márcio KROEHN

“O Brasil tem um estado enorme para um país emergente”

February 24, 2016

WILLIAM SUMMERHILL, professor da Universidade da Califórnia – Los Angeles

William Summerhill, professor de história da economia da Universidade da Califórnia – Los Angeles (UCLA), escolheu o Brasil como fonte de pesquisas acadêmicas. A maior parte de seu trabalho é realizada no Rio de Janeiro, onde, há alguns anos, encontrou um valioso material no prédio do Ministério da Fazenda para publicar sua tese. É dele a análise sobre as ferrovias brasileiras, um clássico para entender o desenvolvimento econômico do País. No seu último livro, o brasilianista viaja à época do Império para mostrar porque a solvência do País não se transformou em desenvolvimento econômico. Inglorious Revolution - Political Institutions, Sovereign Debt, and Financial Underdevelopment in Imperial Brazil (Revolução Inglória – Instituições Políticas, Dívida Soberana e Subdesenvolvimento Financeiro no Brasil do Império, em tradução livre) foi lançado em outubro de 2015 pela editora da Universidade Yale e ainda não tem previsão de lançamento no País. Atualmente, sua principal preocupação é com a situação fiscal. “Desde a saída do ministro Joaquim Levy, o Brasil vem se acostumando com a ideia de funcionar com déficit primário”, afirma Summerhill. “Esse não é exatamente um problema, pois o País tem reservas para pagar integralmente a dívida externa. Mas o mercado não gosta do sinal que está sendo emitido e vê um risco do problema fiscal sair do controle.”

 

Dinheiro

Por: Márcio KROEHN

"O quadro fiscal de 2016 deve se agravar"

December 30, 2015

ALEXANDRE SCHWARTSMAN, economista

Recém-empossado ministro da Fazenda, Nelson Barbosa foi um dos 61 economistas, pesquisadores e empresários que assinou uma carta, em setembro de 2014, em repúdio à atitude do Banco Central (BC) em processar Alexandre Schwartsman. Doutor em economia pela Universidade da Califórnia,em Berkeley, e ex-diretor de assuntos internacionais do BC, ele foi acionado judicialmente pelas suas opiniões contra a autarquia. A queixa-crime foi rejeitada pela Justiça Federal. Desde então, Schwartsman não aumentou nem diminuiu o peso de suas palavras. Continua crítico às falhas do presidente Alexandre Tombini e de sua equipe, que são classificados por ele como fracos. Sócio fundador da consultoria Schwartsman & Associados, o que ele mais detesta é ficar em cima do muro. Sua análise, por mais dura que seja, vem acompanhada de bons argumentos. Concordando ou não, vale a pena ler o que ele disse nesta entrevista à DINHEIRO.

 

Dinheiro

Por: Márcio KROEHN

“O Brasil se tornou um laboratório de criatividade contábil”

October 28, 2015

LUIZ FERNANDO FIGUEIREDO, CEO da Mauá Capital

O administrador com especialização em finanças, Luiz Fernando Figueiredo, foi diretor do Banco Central (BC) entre 1999 e 2003. Com a experiência de ter ocupado uma das nove cadeiras do Comitê de Política Monetária, ele afirma que, até o ano passado, o BC estava preso a um modelo desenvolvimentista equivocado. “Se havia pressão ou não, ninguém sabe”, diz Figueiredo. “O ponto é que aquele ambiente tornava muito difícil o trabalho do BC.” Neste ano, a taxa básica de juros subiu 2 pontos percentuais, para 14,25%, patamar que se manteve inalterado na penúltima reunião de 2015, realizada na semana passada. Sócio-fundador da Mauá Capital, gestora de fundos de investimento com uma carteira de R$ 1,6 bilhão, ele enxerga um cenário positivo para o Brasil em médio e longo prazos. Isso porque o País está enfrentando seus problemas e retirando a sujeira que foi jogada sob o tapete. Corrupção e maquiagem fiscal, por exemplo, passaram a ser discutidas e repudiadas pela sociedade. “Não tem nada mais mal visto, hoje, do que fazer pedalada”, afirma. “Há um ano, o governo estava mandando pau.” No entanto, antes de iniciar um novo ciclo de expansão, será preciso pagar a dolorosa conta dos últimos anos, diz, na entrevista a seguir.

 

Dinheiro

Por: Márcio KROEHN

“O Brasil é o grande Hamlet do mundo moderno”

September 23, 2015

MARCOS TROYJO, diretor do BRICLab, da Universidade Columbia

Ser ou não ser, eis a questão. A frase da peça de William Shakespeare é a melhor tradução do Brasil, segundo o economista e diplomata Marcos Troyjo. O diretor do centro de estudos específicos para os países que fazem parte do acrônimo BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China – na Universidade Columbia, em Nova York, diz não enxergar claramente o que o País quer para o seu futuro. “O Brasil é um complexo de posições que o fazem incompreensível para quem quer fazer negócio”, diz ele. Entre agosto e setembro deste ano, Troyjo passou 20 dias na China, em sua 12ª visita ao país do presidente Xi Jinping. “Na minha primeira viagem, a China sabia muito bem o que queria do mundo e o que era preciso extrair para o seu grande projeto”, afirma. “Agora, cada vez mais, a China sabe o que ela quer para o mundo.” De dentro da Muralha vermelha, Troyjo tentou compreender o que é a crise chinesa e como seus governantes e empresários avaliam a situação atual do Brasil. As críticas, no entanto, não bloquearam a estrada de oportunidades. “Os chineses estão loucos para aproveitar os bons preços das empresas brasileiras, que ganharam atratividade por conta da defasagem do real”, diz ele.

 

Dinheiro

Por: Márcio KROEHN

“Empresas inteligentes veem o Brasil no longo prazo”

August 26, 2015

MITCH BARNS, CEO global da Nielsen

O executivo americano Mitch Barns está numa posição privilegiada. CEO global da Nielsen, empresa americana de gestão de informação, que faturou US$ 1,56 bilhão no primeiro semestre, ele tem à disposição dados preciosos sobre o comportamento dos consumidores de mais de 100 países, que lhe permitem antecipar tendências e novos hábitos. O valioso material é capaz de ajudar a entender os avanços e regressos da economia de um país, principalmente em períodos de ajuste como o vivido pelo Brasil. Barns, porém, prefere falar do mercado brasileiro no longo prazo. “No curto prazo, haverá um jogo de eficiência no Brasil, com todas as operações buscando calibrar seus negócios para reajustar o futuro”, diz ele, em entrevista exclusiva à DINHEIRO. Barns está na Nielsen desde 1997 e já viveu e trabalhou em três continentes. De 2008 a 2011, por exemplo, ele esteve na China, onde foi obrigado a fazer a transição para uma região autônoma, em meio à crise financeira global. “A China é um país de muitos talentos, ideias, inovação e rica história”, afirma.

 

Dinheiro

Por: Márcio KROEHN

“O risco de reindexação da economia brasileira não é pequeno”

July 08, 2015

JOSÉ OLYMPIO PEREIRA, CEO do Credit Suisse no Brasil

Neto do legendário livreiro carioca José Olympio, o executivo José Olympio Pereira é um apaixonado pela arte brasileira. Ele destaca o trabalho da artista plástica Adriana Varejão e da pintora Beatriz Milhazes, mas distribui elogios a nomes ainda pouco conhecidos como Odires Mlászho, Carmela Gross, Paulo Monteiro e Paulo Pasta. No entanto, Pereira faz uma ressalva. “Não é recomendação de investimento, é para quem quer ter o prazer de usufruir e conviver com a boa arte.” Quando o assunto é investimento, o CEO do banco de investimentos Credit Suisse no Brasil é direto: não há condições para a bolsa de valores subir se os sinais de retomada da economia brasileira ainda são incertos. O programa de concessões de infraestrutura poderia ser um catalisador para o início da retomada do crescimento, principalmente com a atração de capital internacional, mas Zé Olympio, como é mais conhecido, se diz decepcionado com o que foi apresentado pelo governo. “Foi menos ambicioso do que precisaríamos”, afirma ele, que enxerga na crise da Grécia uma possibilidade de segurar a alta dos juros na economia dos Estados Unidos, o que seria benéfico para o Brasil.

 

Dinheiro

Por: Márcio KROEHN

“O Brasil precisa urgentemente abrir mais a economia”

May 27, 2015

CLAUDIO HADDAD, presidente do Conselho de Administração do Insper

Há pouco mais de um mês, o engenheiro carioca Claudio Haddad deixou a presidência do Insper, o instituto privado de ensino e pesquisa com sede em São Paulo, fundado por ele em 1999, originalmente com o nome de Ibmec. Durante 16 anos, ele acumulou a função executiva com a cadeira principal do Conselho de Administração. Agora, ele fica só com a função de orientação estratégica e o economista Marcos Lisboa, que foi vice-presidente do Itaú Unibanco, com a execução do negócio. Haddad é um apaixonado por educação. Sócio do Banco Garantia entre 1983 e 1998, ele, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira entendiam que o ensino era a única maneira de melhorar os principais índices da economia brasileira. Foi assim que o Insper foi criado, seguindo o exemplo das melhores universidades americanas, que têm como base o financiamento privado com a colaboração de empresas e ex-alunos. Nesse período à frente da instituição de ensino, Haddad tem mostrado preocupação com o nível de educação no País. “Ainda estamos no meio de uma tragédia nacional”, diz ele. O futuro da economia segue o mesmo tom de apreensão. “O conteúdo nacional não tem o menor cabimento num mundo onde as grandes cadeias estão integradas.” Nesta entrevista, Haddad indica as saídas para o Brasil voltar ao jogo global dos negócios.

 

Dinheiro

Por: Márcio KROEHN

“O Brasil não vai perder o grau de investimento”

April 15, 2015

MONICA DE BOLLE, pesquisadora do Peterson Institute for International Economics

A economista carioca Monica de Bolle desembarcou nos Estados Unidos, em outubro do ano passado, para um período de estudos no Peterson Institute for International Economics, que vem a ser o berço das recomendações liberais conhecidas por Consenso de Washington. Filha do falecido economista Alfredo Luiz Baumgarten, Monica é fascinada pela discussão de ideias. O melhor exemplo desse interesse foi a tradução, para o português, do livro “O Capital no Século XXI”, do francês Thomas Piketty. “Uma das razões para traduzir esse livro é que sempre senti no Brasil, sobretudo nos últimos tempos, uma falta de debate. Hoje é tudo certo ou errado, este ou aquele lado”, diz ela. “O livro é um trabalho fabuloso, mas nem todas as teses que estão expostas são corretas.” É com esse espírito provocador que a economista conversou com a DINHEIRO.

 

Dinheiro

Por: Márcio KROEHN

“Sem competitividade, não há sobrevivência”

September 17, 2014

FREDERICO CURADO, presidente da Embraer

Cinco anos e meio após o lançamento dos jatos executivos Phenom, a Embraer acaba de entregar a 500ª aeronave saída da fábrica de São José dos Campos. A marca é considerada um feito: num mercado disputado turbina a turbina por concorrentes como a canadense Bombardier e a americana Cessna, a empresa brasileira se tornou, em pouquíssimo tempo, referência na fabricação de aviões de pequeno porte. “Entramos nesse mercado com um produto tecnologicamente inovador e com uma proposta de valor que não existia”, diz o CEO Frederico Curado. Explica-se o entusiasmo de Curado em relação ao Phenom. O jato foi lançado em meio à crise global de 2008 e precisou sobreviver a uma das maiores turbulências já enfrentadas pela aviação comercial mundial. Recém-empossado no manche, Curado teve de fazer cortes drásticos de custos e mão de obra, mas conseguiu embicar a Embraer, campeã setorial e vencedora do prêmio Sustentabilidade Financeira de AS MELHORES DA DINHEIRO 2014, no rumo certo.

 

Dinheiro

Por: Márcio KROEHN

Please reload

  • Instagram Social Icon
  • Twitter Social Icon
  • LinkedIn Social Icon
  • YouTube ícone social
  • Facebook Social Icon

©2016 Márcio Kroehn. Criado por Wix.com e desenvolvido por Tiago Galvão Designer